Acordar para a própria consciência é um processo desconfortável.
É mais fácil permanecer dormindo, repetindo as mesmas histórias e justificando as mesmas dores. Mas o que muita gente não percebe é que manter-se inconsciente também tem um custo, e com o tempo, esse custo se torna mais alto do que a própria mudança.
Manter-se dormindo é viver no automático.
É reagir ao mundo em vez de escolher como agir.
É continuar culpando os outros, esperando resgates que nunca chegam e acreditando que a vida simplesmente “acontece” com você.
Só que nada disso é leve.
A inconsciência cobra caro, traz cansaço, frustração, ansiedade e uma sensação constante de que algo está faltando, mesmo quando tudo parece estar “bem”.
É o peso de carregar uma versão antiga de si mesma, quando o que a alma pede é movimento.
Despertar, ao contrário, exige coragem.
Coragem para questionar as próprias crenças, olhar para as repetições, admitir as fugas e fazer escolhas diferentes.
Não é um caminho confortável, mas é o único que realmente liberta.
Enquanto você se mantém dormindo, sua alma continua te chamando — através dos conflitos, das perdas, das dores e das repetições. Cada desconforto é um convite para acordar.
Ignorar esse chamado é o que torna a vida pesada.
A leveza não vem de evitar o despertar, mas de aceitá-lo.
Vem quando você para de lutar contra a realidade e começa a se observar com honestidade.
A partir daí, o que antes parecia desordem se transforma em aprendizado — e o que era peso se converte em força.
O despertar não acontece de uma vez. Ele acontece em pequenas decisões diárias: quando você escolhe não reagir igual, quando respira antes de agir, quando aceita olhar para si sem medo.
Esse é o verdadeiro trabalho espiritual, silencioso, constante e transformador.
E a verdade é simples, permanecer dormindo dói mais do que acordar.
Bellatrix ⭐