O peso de se manter dormindo

O peso de se manter dormindo

Acordar para a própria consciência é um processo desconfortável.

É mais fácil permanecer dormindo, repetindo as mesmas histórias e justificando as mesmas dores. Mas o que muita gente não percebe é que manter-se inconsciente também tem um custo, e com o tempo, esse custo se torna mais alto do que a própria mudança.

Manter-se dormindo é viver no automático.

É reagir ao mundo em vez de escolher como agir.

É continuar culpando os outros, esperando resgates que nunca chegam e acreditando que a vida simplesmente “acontece” com você.

Só que nada disso é leve.

A inconsciência cobra caro, traz cansaço, frustração, ansiedade e uma sensação constante de que algo está faltando, mesmo quando tudo parece estar “bem”.

É o peso de carregar uma versão antiga de si mesma, quando o que a alma pede é movimento.

Despertar, ao contrário, exige coragem.

Coragem para questionar as próprias crenças, olhar para as repetições, admitir as fugas e fazer escolhas diferentes.

Não é um caminho confortável, mas é o único que realmente liberta.

Enquanto você se mantém dormindo, sua alma continua te chamando — através dos conflitos, das perdas, das dores e das repetições. Cada desconforto é um convite para acordar.

Ignorar esse chamado é o que torna a vida pesada.

A leveza não vem de evitar o despertar, mas de aceitá-lo.

Vem quando você para de lutar contra a realidade e começa a se observar com honestidade.

A partir daí, o que antes parecia desordem se transforma em aprendizado — e o que era peso se converte em força.

O despertar não acontece de uma vez. Ele acontece em pequenas decisões diárias: quando você escolhe não reagir igual, quando respira antes de agir, quando aceita olhar para si sem medo.

Esse é o verdadeiro trabalho espiritual, silencioso, constante e transformador.

E a verdade é simples, permanecer dormindo dói mais do que acordar.

Bellatrix